Pensamentos Aleatórios

Repleta de conflitos tanto externos como internos, ergo os olhos, enxergo o futuro que está esperando por mim, e não me deixo abalar pelos tropeços que encontrarei pelo caminho. Fazem parte do processo de evoluir. Evoluir como ser humano, que pensa, fala, discute, erra, mas que principalmente, não tem medo, porque sabe que nunca estará sozinha.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

As delícias da fofoca!


Sim, eu sei que demorei muito para escrever aqui. É que sobrava assuntos, mas faltava o tempo.Provas, simulados, filmes, trabalhos, livros e até meus próprios pensamentos que estavam(e ainda estão) meio desordenados me atrapalharam muito para eu sentar aqui diante desse computador e escrever.

Mas agora vim falar de um tema no qual todos estamos envolvidos, somos vítimas e culpados ao mesmo tempo. O título desse post não é por acaso igual ao primeiro volume da série de livros "Gossip Girl". Sim, esse será o tema que eu irei abordar aqui, agora: fofocas, intrigas. E suas consequências.

Sempre tive problemas no colégio sobre isso - FATO. Já fui à diretoria milhares de vezes por isso, levei advertências, suspensões, etc. Sim, essa menina tão meiga e inocente já foi suspensa! Isso foi sarcasmo, fica a dica pra quem não entende.

Mas isso foi há uns 3,4 anos atrás. Agora, realmente, eu aprendi duas coisas com tudo que eu sofri: a primeira é que, sim, as pessoa podem acabar com a vida de alguém com somente as suas palavras. A segunda, foi que, se antes eu era a culpada, agora estou sendo vítima dessa falta do que fazer do ser humano.

Já aconteceu comigo várias vezes, uma vez foi tão forte, que a menina que tinha inveja de mim(FATO!!) conseguiu por todo mundo contra mim. Falando assim, parece aquelas criancinhas que não conseguiu roubar o doce da outra e falou para as demais que foi aquela que a roubou. Ou então, parece aqueles filmes de adolescentes americanos.

Mas, deixando o passado infantil de lado. Nos últimos tempos pude perceber que agora as menininhas que antes, para todo mundo pareciam as mais inocentes, agora são as mais víboras que eu já vi, que se fingem de amiguinhas, mas que depois espalham seu veneno pelas costas. E que esse veneno não é mais de que uma roubou o doce da outra, mas sim de coisas muito mais graves - e que podem simplesmente acabar com a vida de qualquer um.

Bom, eu estou sendo vítima dessas víboras, que tocam no meu nome sem eu ter feito nada. Ou quase nada. O problema é que uma diz que viu, daí a outra aumenta diz que viu também aquilo e isso, e outra diz que ouviu falar que uma viu alguém falar que viu o que eu fiz, ou o que eu falei. Mas de fato, ninguém viu, nem escutou nada. É só pra ter um assunto no meio, porque suas vidinhas são limitadas, do tipo, "se eu cagar, meus escravos vão limpar, eu já gastei todos os cartões de crédito do meu pai, já tenho todas as coisas possíveis e inimagináveis que o dinheiro pode comprar, então vamos falar mal de alguém pra ver se assim eu consigo ocupar e tornar a minha vida mais útil."

Sim, vou ser bem direta e bem radical, pois estou cansada de tanta hipocrisia e falsidade. São meninas lindas, inteligentes, mas que perdem parte da sua inteligência se reunindo pra fazer intrigas de outros. Mas não vou ser hipócrita em dizer que quando vejo elas, eu saio já gritando e perdendo a cabeça. Infelizmente, eu não posso fazer isso, por mais que seja a minha vontade de desmascará-las, mas existe uma política de boa vizinhança, e eu tenho que cumpri-la. Infelizmente, porque eu DETESTO ser cínica.

Quando assisto GG(o seriado Gossip Girl), a personagem Blair, me lembra muito uma dessas meninas. A personagem de Leigthon Meester, é uma menina milionária, que tem tudo, mas que usa da chantagem, do suborno, e da fofoca para conseguir o que quer. Não estou dizendo que essa menina é sem caráter, ela até tem um pouco vendo por um outro lado, mas é que ela fala o que quiser de todo mundo, se gaba de tudo que tem de material, e sinceramente, eu nunca ouvi ela falar bem de uma pessoa. Ou talvez essas vezes foram tão poucas que não são tão memoráveis assim.

O que eu quero dizer aqui, que eu nem falei, foi que, a fofoca é a coisa mais perigosa que o ser humano conseguiu inventar. Com ela, conseguimos crescer, sim. Mas o mais provável é que nós sejamos destruidos por ela. Afinal, quem já ouviu falar de uma fofoca que acabou bem? São raras as ocasiões. Se você não quer ter como exemplo sua própria vida, imaginamos uma profissão que ganha dinheiro com isso - os sites, revistas e etc que só falam de fofocas de celebridades. Comentam sobre o novo corte de cabelo de um, que uma não é mais virgem, que a outra pegou a sua melhor amiga com o namorado, que um bateu na mulher, que outro comete abuso infantil e que foi cobaia de experiências pra se tornar branco. E, digamos a verdade, todos nós sabemos que a maioria é pura mentira. Mas temos que acreditar que é verdade para participarmos desse grande circo.

Mas, afinal, o que leva uma pessoa a fazer intrigas umas das outras? É apenas o fato de que cada um não consegue cuidar de sua própria vida. Afinal, é muito mais interessante falar da menina que perdeu a virgindade atrás do caminhão numa festa, do que falar que ela é uma garota incrível, linda que sempre soube fazer amigos por ser simpática, ou porque é muito mais fácil comentar daquele menino que foi pego fumando maconha, do que procurar ajudá-lo a parar.

Já ouviram falar no ditado que a grama do vizinho é sempre mais verde? Pois então.É melhor falar da vida dos outros do que ver e assumir os próprios erros. Não que eu não fale mal de ninguém, nem que eu nunca entrei numa roda de fofocas. Mas é por isso mesmo, por ver as atitudes que eu tomo, por perceber no que eu me torno quando eu falo mal de alguém, e entender que nada disso vai adicionar positivamente na minha vida que eu comecei a me afastar dessas pessoas que ainda não perceberam(será??) que se tornaram culpadas.


Meus irmãos viviam me dizendo "não faça para os outros aquilo que você não quer que façam para você". Eu sempre entendi isso, afinal não sou uma retardada. Mas eu nunca consegui colocar essa teoria em prática. Eu nunca pensei antes de fazer/ falar alguma coisa, sempre agi por impulso e emoção. Mas, depois que vi(e senti!) as consequências, eu comecei a pensar melhor antes de tomar alguma decisão precipitada. Então, antes de falar alguma coisa de alguém, eu paro e penso em quatro fatores:


  1. Se o que eu vou falar não vai machucar a pessoa, direta ou indiretamente;

  2. Se isso vai me fazer sentir melhor,por exemplo, se eu chamar alguém de feio, isso irá me tornar mais bonita? Se eu xingar alguém de burro, isso irá me tornar mais inteligente?

  3. Se tudo isso irá adicionar positivamente na minha vida e na vida dos outros;

  4. Se realmente vale a pena destruir todo um caráter, tanto o meu, quanto de quem eu vou falar.


Não sei quanto a vocês, mas para mim, as delícias da fofoca não estão mais deliciosas como antes. Eu não quero acabar com a vida das pessoas e nem a minha com esse tipo de palavras venenosas. Mas existem pessoas que insistem ainda em fazer coisas desse tipo. Quando será que elas irão perceber o que realmente importa? Honestamente, não vejo data definida para esse milagre(sim, milagre!) acontecer. Talvez exista uma solução. Não, não estou falando em conversa, até porque cobras não falam, apenas soltam seu veneno se você se aproximar. Estou falando de pegar a língua, cortá-las e servi-las como entrada principal para cada. Exagerada? Nem um pouco. Pena que isso seria crime, e vocês sabem como acaba crime contra a burguesia no Brasil; mas até que foi uma boa ideia. Pelo menos assim elas experimentariam um pouco do próprio veneno. Até isso acontecer, terei que me conformar em ser uma vítima da língua delas. Mas aguardem caríssimas, seus dias de reinado estão para acabar.

Ps: Se eu me fingir de morta, será que elas calam a boca?

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