Pensamentos Aleatórios

Repleta de conflitos tanto externos como internos, ergo os olhos, enxergo o futuro que está esperando por mim, e não me deixo abalar pelos tropeços que encontrarei pelo caminho. Fazem parte do processo de evoluir. Evoluir como ser humano, que pensa, fala, discute, erra, mas que principalmente, não tem medo, porque sabe que nunca estará sozinha.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

De poeta, todo mundo é um pouco.


Estou pensando seriamente em mudar de carreira. O Roberto, meu professor de história me fez acreditar que eu não sou boa o suficiente em história para seguir tal área. Bom, não sei se foi ele, mas creio que deva sim, porque no bimestre passado eu tirei 7.5 de história no boletim, e ele me deu 0.5 de Tg, que é Conceito do professor + tarefas de casa = 1.5 no máximo. O estranho é que eu fiz tudo, fico EXTREMAMENTE quieta na aula dele, e ele vai lá e me dá 0.5 de nota. Quando vi que a minha menor nota tinha sido esse maldito 7.5 na matéria que eu mais amo, quase quis mandar ele pra mulher promíscua progenitora que lhe deu à luz e que ele fizesse o favor de ficar por lá mesmo.


Pois bem. Mas nesse meio de tempo, a Lu Rocha, minha professora de português me fez ver uma outra área na qual eu me interessei de verdade. Comecei a aprender literatura nesse ano, e fora o trovadorismo, todas as escolas literárias que eu estudei, eu amei de verdade. O barroco, o romantismo, o arcadismo, o clasicismo, etc. me fizeram ver a poesia de um jeito diferente e mais profundo.



Agora, não faço mais as poesias de qualquer jeito, a meu modo; da maneira que falo. Esse ano tomei minhas poesias a ponto de estudá-las e dar um ar mais intelectual e um pouco mais racional. Meus poemas agora são mais elaborados, estão com palavras mais cultas e ele em todo, um pouco mais difícil para ser interpretado. Não que esteja um do tipo "Os Lusíadas", mas agora precisa de um pouco mais de atenção para entendê-lo no real sentido.



Amei escrever palavras do tipo "tu tens", "desdeios" , fazer metáforas, compor sonetos, tentar fazer redondilhas maiores e menores, etc. Até fiz uma coletânea sobre uma série de poemas que fiz pra uma "musa inspiradora". Haha, não não fiz sobre mulher, mas é que ficaria estranho dizer "muso inspirador." Mas o nome que eu dei para essa coletânea se chama "Amores impossíveis, C...... e angústias." Ah, eu gostei do título. Então, nessa coletânea todos os nomes dos poemas são parecidos. São 5 apenas, e todos são chamados do tipo verbo+pronome oblíquo como, "alucina-me", "angustia-me" "ilude-me" etc.



As inspirações dos poemas são em maioria de amor. Algumas de solidão, de tristeza, porém todas com temas tristes. Alguns só, que são poucos que são temas mais amenos.Bom, também tenho inspirações romanticistas e barrocas. Enrolar e enrolar para falar de uma coisa simples é o meu maior forte. Rs.



Bom, vou postar aqui 2 poemas meus. Espero que alguém me pague os direitos autorais.



Buraco de poço

Ó vinda triste e impetuosa
Porque não avisa tua chegada?
Não estou com o escudo em mãos
Para proteger-me de tuas encruzilhadas.

Tempestades terebrantes
Por favor não me engulam
Com suas bocas sedenta de luz,
Na escuridão eu só vivi
E a promessa em vida ainda não cumpri.

Ah, labirinto escuro
Me deixe sair de suas trepadeiras
Daqui só levo tropeços e arranhões
E o pó da terra que só me trapaceia.

Ó Luz Divina,
Acuda-me sem demora
Por aqui o sangue já não coagula
E o amor pode morrer a qualquer hora.

Venha depressa, venha sem desdeios
Eu quero sentir teus sinais
Repirar,
E dormir sem pesadelos.


Soneto da Desesperança

Olhos fechados
E o coração em fúria
Como ousa me partir?
Como ousa me esquecer?

Me deu o calor das chamas
Me deu o sal da terra
Mas agora o que te sinto?
Me deu a fonte de lágrimas.

Alegra-me, derrama-me
Derrete-me e despedaça-me
Já não sei o que queres de mim

Seguro, encantador
Os beijos e os olhares
Tudo agora que vejo são seus falsos pesares.